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7 Ferramentas para definir prioridades
7 Ferramentas para definir prioridades para uma gestão do tempo eficaz
Num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA) somos desafiados a cada momento a tomar decisões, cujo impacto é muitas vezes imprevisível. Se as solicitações que nos chegam diariamente parecem ilimitadas, uma certeza temos: o tempo disponível é limitado. Como podemos então fazer a escolha acertada: ao que dar atenção agora, adiar para mais tarde ou simplesmente deixar cair?
Um dos 9 Passos para uma gestão do tempo flexível é a priorização. Saber definir prioridades é uma competência valiosa mas exigente, pois são diversos os fatores que temos que considerar: necessidades das partes interessadas, tempo e recursos disponíveis, urgência, impacto, risco, atratividade etc. Este reconhecimento impulsionou o desenvolvimento de diversas ferramentas com o intuito de facilitar o processo. Escolhi 7 para partilhar consigo.
- Urgente/Importante
Uma das mais conhecidas ferramentas de priorização é a matriz Urgente/Importante de Dwight D. Eisenhower (ex-Presidente dos EUA). Ajuda a diferenciar o que é importante, i.é, tarefas que contribuem para o alcance dos resultados, do que é urgente e necessita de ação imediata.
Segundo Stephen Covey, autor do best-seller Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, devíamos concentrar 80% do nosso tempo e recursos no que é Importante e Não Urgente, sendo que o restante tempo seria ocupado com as crises – assuntos urgentes e importantes. As restantes categorias não deveriam merecer da nossa parte qualquer atenção.
2. Princípio 80/20
O princípio de Pareto – 80% das consequências advêm de 20% das causas – é comummente usado para ilustrar a tendência de que a maioria dos resultados que obtemos advém de 20% das tarefas, recursos ou esforços realizados. O desafio reside em determinar em que consistem esses 20%.
Podemos usar um diagrama de Pareto, um gráfico de colunas que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, para priorizar as situações em análise, e perceber quais das nossas ações nos permitem ser mais eficientes e eficazes, i. é, alcançar os resultados pretendidos com menos esforços. Para tal precisamos ter um histórico de dados em que basear a nossa análise.
3. Matriz Impacto vs Esforço
A matriz impacto versus esforço compara o valor de uma tarefa com o esforço despendido para a executar. Atividades de baixo esforço mas com um retorno elevado ocupam os primeiros lugares na lista de prioridades, seguidas de perto por projetos com elevado valor mas mais exigentes (estrelas). Esta análise pode basear-se numa estimativa subjetiva do valor ou numa avaliação mais rigorosa, recorrendo, por exemplo, a uma análise custo-benefício que inclua dados financeiros, económicos, de risco e sensibilidade.
À semelhança do que acontece na matriz urgente/importante, o foco deve ser colocado nas tarefas localizadas nos quadrantes superiores. Nas restantes categorias encontram-se atividades que podemos delegar ou fazer outsourcing, eliminar ou relegar para a lista “Talvez um dia…”.
4. Priorização em equipa
Em contexto de equipa é uma boa prática envolver os seus membros na definição de prioridades. Cada elemento identifica 3 prioridades e as mais sugeridas são debatidas e ordenadas. Se for necessário, após obter a lista com todas as prioridades, dar a possibilidade aos membros da equipa de votarem nas suas preferências. Podem ser distribuídos 3 votos a cada pessoa que os distribui como pretender pelas ações que considerar mais relevantes.
Assim serão consideradas diferentes perspetivas, todos poderão contribuir e chegar a uma lista mais consensual, elevando o compromisso e a responsabilidade coletiva.
5. ABCDE
Quando as tarefas são complexas e parecem ter o mesmo nível de importância, podemos utilizar o método ABCDE de Brian Tracy que, em vez de manter todas as tarefas num único nível de prioridade, oferece dois ou mais níveis para cada tarefa. O objetivo é olhar com mais atenção para cada tarefa e facilitar a clarificação do seu nível de prioridade.
Comece por identificar as atividades que quer priorizar, agrupe-as por grau de importância, atribuindo a letra A às de importância muito elevada, a letra B às Importantes, a C às de importância média, e assim sucessivamente até E. De seguida, dentro de cada grupo, disponho-as pela ordem em que as vai executar.
6. Comparação por pares
Partindo de uma lista de prioridades, e caso tenha dificuldade em decidir por onde começar, pode comparar uma prioridade com todas as outras, perguntando-se: se só pudesse escolher uma, qual seria? Esta análise é útil quando os fatores de avaliação são subjetivos ou inconsistentes. De certo modo põe à prova as nossas preferências iniciais, desafiando a nossa intuição e raciocínio.
7. Matriz de Decisão
Se pretender uma análise mais aprofundada, identifique um conjunto de critérios, podendo equilibrar fatores objetivos e subjetivos, e componha uma matriz de decisão.
Pode atribuir pesos diferentes a cada critério, multiplicando-os pela classificação que atribuir a cada fator. A atividade que reunir mais pontos é a prioritária.
Em síntese
Qualquer processo de priorização inicia-se com a definição objetiva e quantificada dos resultados que se pretende alcançar numa determinada área de atividade, seja ela do âmbito pessoal ou profissional. Quanto mais claro for para si o que pretende atingir, mais fácil será definir as ações prioritárias que lhe possibilitarão ser bem-sucedido. No entanto, se ainda não está seguro, a utilização destas ferramentas de priorização também pode facilitar a clarificação dos resultados, porque vão levá-lo a equacionar o que pretende alcançar a partir de diferentes perspetivas, fatores e critérios. E não se esqueça de ser realista com a quantidade de tarefas que pode executar e flexível com os desafios que se atravessarem no seu caminho.
Se quer aprender e experimentar connosco, veja as oportunidades que temos para si!
Isabel Vilhena
Executive & Team Coach, Senior Consultant & Trainer
9 Passos para uma gestão do tempo flexível
Não gerimos o tempo, gerimo-nos a nós próprios. Temos 24horas num dia, nem mais, nem menos, mas a forma como escolhemos usufrui-lo depende inteiramente de nós, dos compromissos que assumimos connosco e com os outros. Podemos deixar que sejam as outras pessoas e as circunstâncias a determinar a nossa gestão de tempo, o nosso rumo ou podemos encontrar um equilíbrio flexível entre aquilo que queremos e aquilo que nos acontece.
Ser líder do nosso tempo é mais fácil quando iluminado pela clareza do propósito, dos valores, dos objetivos, dos motivos que nos movem. São eles que sustentam a ação diária, dão fundamento às escolhas que fazemos, ajudam a fazer sentido do que nos acontece, permitem-nos encarar os imprevistos como mais- valias para a jornada, amenizam as adversidades e trazem mais sabor às vitórias.
Os primeiros 4 passos têm esta finalidade, ou seja, criar os alicerces para uma gestão do tempo sustentável. Os 4 passos seguintes sustentam e facilitam a ação e o último conclui o ciclo com a reflexão que fortifica e renova o processo.
1 – Descoberta do Propósito
O primeiro passo para aproveitar o melhor possível o seu tempo é descobrir o seu propósito, a sua missão de vida. Quem sou na minha essência, o que valorizo e que diferença quero fazer no mundo? Existem vários métodos que pode usar para descobrir o seu propósito como o Life Purpose© da SUNi ou a técnica japonesa IKIGAI.
2 – Diagnóstico da situação atual
De posse do seu propósito, olhe para a forma como está a viver as diferentes áreas da sua vida, saúde, lazer, trabalho, família…, identifique o que está a funcionar como gostaria e os aspetos que quer melhorar. Pode recorrer a ferramentas como a Roda da Vida.
3 – Visualização da situação desejada
Use então a técnica da visualização para imaginar um momento no futuro em que já está a viver como gostaria em todas as áreas da sua vida com bem-estar e plenitude. Feche os olhos e veja-se lá e observe sensorialmente todo o ambiente que o rodeia, imagens, cor, som, sensações, odores, o quê e quem está por perto, a pessoa que é, o que está a fazer, o que conquistou, o que sente, como impacta o ambiente e as pessoas ao seu redor.
Então olhe para trás e observe o seu percurso para chegar aqui. O que fez, que hábitos adotou, que obstáculos transpôs, que alterações introduziu, o que aprendeu, o que o motivou e deu energia para persistir?
4 – Clarificação de objetivos e resultados
Agora que já sabe onde está e onde quer chegar, concretize os objetivos que quer alcançar. O que quer ser, ter, fazer, quando (prazo), como vai saber que lá chegou (metas quantificáveis) e, principalmente, porque é importante para si. Não se esqueça do impacto que a realização deste seu objetivo tem no mundo que o rodeia. Precisamos de desenvolver a nossa consciência ecológica e sustentável e tê-la presente em cada decisão que tomamos.
Para o ajudar a clarificar os seus objetivos use ferramentas como SMARTER, PURE, CLEAR.
5 – Desdobramento dos objetivos no tempo: ano, mês, semana
Com os objetivos bem definidos, desdobre-os em objetivos ou resultados mais pequenos e distribua-os pelo tempo que definiu para os atingir. Se tiver, por exemplo, objetivos a 3 anos, identifique qual o resultado que quer alcançar em cada ano. Depois identifique o resultado que quer alcançar em cada mês e em cada semana. Determinados objetivos exigem ação diária, semanal ou mensal, outros podem necessitar de apenas uma ou duas ações para serem alcançados.
6 – Identificação das ações a executar
Os objetivos necessitam de ações para se concretizarem. Para cada objetivo ou resultado a alcançar, identifique as atividades, tarefas e subtarefas que precisa executar. Pense no que tem de fazer e também em quem tem de ser para que o resultado que quer alcançar esteja alinhado com o seu propósito, valores e princípios de sustentabilidade, e no final, se sinta realmente realizado.
7 – Calendarização das atividades
Agendar as tarefas é o passo seguinte. Construa uma agenda semanal que possa agregar tudo o que necessita para manter a sua atenção, energia e motivação no seu melhor. Escolha para cada semana um resultado, uma ação derivada dos seus objetivos maiores. Pode ser algo pequeno, rápido e fácil de executar, mas vai mantê-lo conectado com o que é realmente importante para si. Identifique uma ação prioritária para cada dia – Qual a tarefa mais importante que posso fazer hoje? – e um hábito que queira trabalhar durante a semana. Uma agenda como o Diário do Foco pode ajudá-lo.
8 – Definição de prioridades
Que bom seria poder focar-se maioritariamente no que é realmente importante para si. Contudo vivemos em comunidade, somos um ser social e derivamos grande parte da nossa satisfação e sentido de realização da conexão que estabelecemos com os outros. Isto significa que aquilo que é importante para os outros também exige o seu contributo, a sua colaboração. Assim, há que equilibrar o que quer com o que os outros precisam de si.
Então como é que se gere esta tensão? Em cada momento precisa escolher o que fazer e não fazer, ou deixar para mais tarde. É o que designamos de priorização. Se por um lado, o tempo é limitado, as solicitações que nos chegam parecem ser ilimitadas. Saber priorizar é uma competência valiosa e são muitas as ferramentas desenvolvidas para facilitar este processo. Uma das mais conhecidas é a matriz Urgente/Importante de Eisenhower, que conjugada com uma análise de Pareto pode ajudá-lo a decidir em que tarefas despender a maior parte do seu tempo e esforço. Segundo o principio de Pareto, 80% dos resultados advêm de 20% dos esforços.
9 – Reflexão
Por fim, para que este esforço de alinhamento e priorização seja sustentável, há que reservar na sua agenda um espaço para rever a sua semana, planear a seguinte e refletir sobre o que aprendeu e como o pode introduzir no próximo ciclo semanal. Este é um dos hábitos mais citados como determinantes para o sucesso, segundo o testemunho de várias das personalidades mais bem-sucedidas do mundo.
Este processo de 9 passos é inicialmente exigente, mas se for persistente, em pouco tempo tornar-se-á um hábito que lhe trará o bem-estar e a satisfação de ser “dono do seu tempo”. Encontre um parceiro de jornada, um amigo, colega, familiar ou profissional de coaching, e desafiem-se!
Se quer aprender e experimentar connosco, veja as oportunidades que temos para si!
FAME. Como tornar o seu feedback eficaz!
Uma pessoa que alcança fama é alguém que se destaca pelo seu desempenho numa determinada atividade. Um feedback FAME permite-lhe ajudar alguém a ter sucesso, e a si também. Como disse Ken Blanchard “o feedback é o pequeno almoço dos campeões”! Poderá brilhar entre os seus pares, pois esta é uma competência muito reclamada por quem a gostaria de a usufruir de forma adequada e sistemática (em particular colaboradores e filhos), e muito pouco dominada por todos nós. É essencial para quem tem a responsabilidade de liderar pessoas.
O acrónimo FAME foi criado por mim para facilitar a apropriação das características essenciais do feedback eficaz, nomeadamente:
F – Fundamentado
A – Atempado
M – Motivador
E – Específico
Como tornar o seu feedback eficaz
Fundamentado
A palavra anglo-saxónica feedback, assim como a sua tradução portuguesa, retroalimentação ou retorno da informação, reporta a algo que aconteceu no passado. Pode ter acabado de acontecer ou pode ter acontecido há algumas horas ou dias. Daí que quando fazemos um elogio ou uma chamada de atenção, referimo-nos a algo que observámos alguém dizer e/ou fazer, ou seja, referimo-nos a um determinado comportamento ou conjunto de comportamentos observados. Existem assim factos reais que fundamentam a nossa comunicação e devemos atermo-nos, o mais possível, a estes, quando compomos o nosso feedback, sob pena de resvalar para interpretações erróneas, generalizações e outras distorções cognitivas, que desproveem o feedback de objetividade e clareza.
Atempado
O feedback é uma ferramenta que funciona melhor quando dado no imediato, isto é, logo após a ocorrência. As evidências que o fundamentam estão ‘frescas’ na memória de quem dá e recebe o feedback, minimizando eventuais efeitos de halo ou negação dos factos ocorridos. Isto não invalida que a comunicação possa ser adiada por algum tempo – mas não muito -, caso aquele não seja o espaço ou o tempo apropriado, ou as condições emocionais de um ou ambos os interlocutores não o aconselhem.
Motivador
Para que damos feedback? Para que precisamos de feedback? Uma observação sobre o nosso comportamento, seja ela um reconhecimento ou redirecionamento, dá-nos a oportunidade de perceber como estamos a ser percecionados pelos outros e qual o seu impacto nas pessoas e sistemas que nos rodeiam. Esta informação valiosa ajuda-nos a decidir que comportamentos reforçar e quais adequar. Pese embora o feedback seja um elemento de motivação extrínseca (externa), algumas experiências demonstram que, ao contrário de recompensas financeiras que podem ter um efeito redutor da motivação intrínseca (interna), um feedback adequado tem um efeito positivo neste segundo tipo de motivação, o qual é mais sustentável e duradouro. O feedback positivo, orientado à solução e focado na melhoria de comportamentos futuros, reforça os motivos que nos impulsionam a agir de uma determinada maneira. Estes motivos estão quase sempre ligados às necessidades psicológicas básicas de autonomia, conexão e competência. Mas se formos proativos, e pedirmos feedback, em vez de aguardar por ele, a probabilidade de nos sentirmos mais motivados é superior, já que estamos a atender às nossas necessidades de autonomia (escolho saber o que o outro pensa da minha atuação), conexão (fortifico a relação, demonstro que opinião do outro é importante para mim) e competência (elevo a autoconsciência e as possibilidades de desenvolvimento).
Específico
Uma pesquisa da Gallup* refere que apenas 26% dos colaboradores afirmam que o feedback que recebem melhora o seu trabalho. Uma das razões prende-se com a falta de detalhe: se queremos que o feedback auxilie na orientação dos comportamentos, quanto mais clara e precisa for a informação transmitida, mais fácil será reconhecer os aspetos a manter ou alterar. Se é agradável ouvir dizer “Bom trabalho!”, esta afirmação não nos fornece matéria suficiente para distinguir os elementos do nosso desempenho que estão efetivamente a ser valorizados. Uma afirmação vaga não ativa a reflexão, a aprendizagem. Em caso de redirecionamento, algo do género “Isto está mal feito!”, pode ter um efeito mais pernicioso. Ao não descrevermos o comportamento de modo específico, como algo que ocorreu de uma determinada forma, num determinado momento, a tendência é que a pessoa entenda a observação como uma crítica generalizada e pessoal, um ataque à sua personalidade. E quando nos sentimos atacados, os nossos centros de aprendizagem, resolução de problemas e criatividade ficam bloqueados, dificultando uma análise objetiva da situação e a consequente decisão e ação de melhoria.
Como tornar o seu feedback eficaz. Saber dar e receber feedback FAME é uma competência imprescindível na relação com o outro, sejam eles chefias, colaboradores, clientes, familiares ou amigos. Exige aprender como, quando e para quê fazer, experimentar, pedir feedback, refletir e voltar a experimentar, num ciclo perpétuo. Existem boas práticas que facilitam e treino em contextos simulados (formação, workshops) que permitem experimentar sem riscos, mas depois é preciso ser persistente no seu uso, não desistindo quando o resultado não for o esperado, acreditando que está a dar o seu contributo para o desenvolvimento de alguém e a dar-se a si a oportunidade de ser a sua melhor versão.
*Fonte: https://www.gallup.com/workplace/271184/effective-feedback-kind-ask.aspx
5 reações negativas ao feedback
Porque tememos dar e receber feedback? Todos concordamos que é útil conhecer se estamos a ir de encontro às necessidades e expetativas de determinada pessoa, cliente, grupo ou organização. Muitas vezes reclamamos porque não temos informação de retorno que nos permita tomar as melhores decisões. No entanto, perante uma observação que alerta para um comportamento menos eficaz, eficiente ou adequado da nossa parte, empunhamos o nosso escudo protetor e preparamo-nos para o ataque.
Estas emoções e sentimentos surgem mesmo perante um feedback eficaz, pois dependem mais do estado da nossa autoestima do quê ou do como o outro está a comunicar. Receamos a crítica, o julgamento do outro, temos medo de falhar ou que descubram que somos uma fraude, tememos ser rejeitados ou temos a sensação de não ser suficientes (inteligente, atraente, capaz…).
As 5 reações negativas ao feedback de redireccionamento são, segundo The Corporate Executive Board Company, a hostilidade, indiferença, falta de confiança, desresponsabilização e choque.
As 5 reações negativas ao feedback
Hostilidade
- Ataca a sua credibilidade e os factos
- Não reconhece a situação, nega os incidentes ou desvaloriza o impacto das suas ações
Indiferença
- Reage com apatia
- Não se compromete totalmente com a melhoria
Falta de confiança
- Inseguro da sua capacidade para melhorar
- Aversão a correr riscos
Desresponsabilização
- Pode reconhecer a veracidade dos factos, mas não assume a responsabilidade
- Mostra de forma indireta que não se compromete a mudar.
Choque
- Fica zangado e reage de forma emotiva
Estas reações instintivas ligada às necessidades básicas de sobrevivência e proteção, este medo real ou imaginado, já que o nosso cérebro parece não distinguir um do outro, mantem-nos seguros, mas também impede-nos de arriscar, capacidade crítica para a inovação, co-criação, colaboração e desempenho.
O receio de escutar o que não queremos ouvir, sendo que amiúde não é tanto o que nos dizem que nos magoa, mas antes a interpretação que fazemos do que nos é dito, ou então o temor da reação do outro ao nosso feedback, afasta-nos de utilizar esta ferramenta com a regularidade necessária. E quanto menos usamos, menor é a possibilidade de nos tornarmos confortáveis e quiçá mestres na sua arte.
Dessensibilizar a reação ao feedback
Mas será possível reduzir a sensibilidade e aumentar a tolerância à crítica, e usufruir plenamente de todo o potencial de um feedback eficaz? Conseguir dar e receber feedback, seja um elogio ou uma chamada de atenção, sentindo-me confortável, agradecido ou satisfeito, com aquela emoção agradável de quando oferecemos ou recebemos uma dádiva?
O processo de dessensibilização começa no que escolhemos pensar e sentir acerca do feedback. Se o emitirmos com o genuíno intuito de contribuir para o sucesso do nosso interlocutor e se o recebermos como um incentivo ao nosso desenvolvimento; se aceitarmos que o outro tem uma visão diferente e a encararmos com curiosidade e empatia, e se ambos nos permitirmos explorar as nossas visões e emoções e assim aprendermos em conjunto, é possível com gentileza e persistência mudar o padrão de reação ao feedback.
Firme com o assunto, gentil com a pessoa
Ancorados num olhar positivo do feedback, podemos agora dar atenção ao nosso interlocutor, começando por escutá-lo para o compreender. Uma boa prática é começar com uma pergunta, em vez de uma afirmação. Deixar que seja o outro a falar da situação e a identificar as ações para a mudança.
Caso a pessoa ainda não esteja aberta a este tipo de abordagem, é recomendável descrever os comportamentos inadequados de forma positiva, especificando a mudança desejada e os seus benefícios. O foco é assim no comportamento futuro, evitando repisar os erros passados que provocam as reações adversas já referidas.
Invista em “apanhar as pessoas a fazer coisas bem feitas” e reconheça, não só porque precisamos de vários elogios para equilibrar uma chamada de atenção, mas também porque ajuda a reforçar a segurança psicológica, a empatia e a confiança, que promovem maior abertura à crítica. Canalize a energia do medo para a curiosidade, autodescoberta e desenvolvimento.
Se, ao invés, o feedback lhe for dirigido, e não o considerar oportuno ou fundamentado, em vez de se ocupar com negações ou justificações, interrogue-se: o que fiz ou disse que levou esta pessoa a interpretar a situação desta forma? O que posso aprender com este comentário? E agradeça ao seu interlocutor.
Um feedback eficaz, seja um elogio ou uma chamada de atenção, é uma oportunidade de aprendizagem para quem dá e recebe. Não deixe que o medo o impeça de desenvolver esta competência crucial na interação com o outro. Dê atenção às emoções e motivos que o movem a si e ao seu interlocutor e canalizem essa energia para extrair o máximo de benefícios para o vosso crescimento.
Feedback Eficaz
- Sente-se constrangido quando tem de chamar a atenção a alguém ou mesmo elogiar?
- O que diz parece não ter o efeito desejado?
Ao dominar esta competência crítica na interação com os outros, irá sentir-se mais confiante e capaz de comunicar com clareza o que pretende e facilitar a adesão do outro à sua mensagem.
Conheça a Ferramenta Feedback Eficaz integrada na “Caixa Mágica” ToolBox Wif-academy
A ideia de criar minúsculas dinâmicas formativas de 2 a 4h em redor de uma ferramenta, veio da nossa experiência enquanto coaches individuais e de equipa, facilitadores, formadores e consultores, onde nos foi sempre útil ter uma boa caixa de ferramentas. Adoramos a nossa caixa mágica e queremos partilhar consigo as ferramentas que tiveram mais sucesso connosco e que o vão ajudar a liderar a sua equipa, a sua organização e a si próprio.
Numa época em que nos pedem para ser ágeis e eficazes, criativos e colaborativos, visionários e pragmáticos, enfim, super-heróis, precisamos de ferramentas de fácil compreensão e utilização, que sintetizem de forma rápida, clara, específica e estruturada, a informação que necessitamos para diagnosticar, planear, organizar, criar, desenvolver, implementar, comunicar ou avaliar uma determinada situação.
E este é nosso desafio para si. Venha experimentar connosco! Queremos que saia da ação entusiasmado e confiante para aplicar a ferramenta de imediato na sua vida pessoal ou profissional. Criámos uma metodologia que dá especial enfoque à experimentação, interação e colaboração entre os participantes, aproximando-se do ambiente presencial e facilitada pelas tecnologias digitais.
Eneagrama – muito mais que um teste de personalidade!
Com tudo o que nos rodeia e sentimos nos últimos meses, surgem-nos inquietações e questões mais profundas como:
- Quem sou eu? “Eu” como pessoa?
- O que fazer com tudo isto que sinto?
- Como lidar com tudo o que acontece dentro e fora de mim?
- Qual a minha missão neste mundo?
Com estas e tantas outras perguntas, iniciamos a nossa procura por mais autoconhecimento. Entre diversas possíveis abordagens, um amigo fala-nos do eneagrama e do seu potencial. Curiosos com o tema, vamos pesquisar na net e o que surge de imediato na pesquisa de “ENEAGRAMA” é … teste.
Será a realização de um teste, a forma mais adequada para ser o primeiro contacto com o Eneagrama?
A procura por respostas rápidas, mesmo para questões mais profundas, é tentadora. No entanto, será essa a abordagem que melhor nos satisfaz nos resultados que gera?
Já há testes que têm validade, sim, mas não recomendo que este seja o primeiro contacto com o eneagrama, pois na minha opinião, tal desvirtua o próprio eneagrama se o reduzirmos a um teste de personalidade. O eneagrama é muito mais que isso, pois é um conhecimento milenar, simples e profundo que possibilita a cada um de nós:
- encontrar-se consigo próprio, acolhendo quem é;
- ganhar compaixão por si e pelos outros;
- aumentar a sua consciência facilitando a sua transformação e desenvolvimento pessoal;
- descobrir e potenciar o melhor de si;
- reforçar a interação e equilíbrio dos quatro pilares humanos fundamentais: corpo, mente, emoção e espiritualidade, sendo que espriritualidade nada tem a ver com religião ou exoterismo.
20 anos de aprofundamento com o eneagrama
Na minha experiência de mais de 20 anos de aprofundamento com o eneagrama, vi pessoas ficarem muito tristes ou desoladas com a personalidade que um teste lhes indica, chegando a negar esse mesmo resultado. Ou pior que isso, ficarem muito satisfeitas porque a sua personalidade “não é uma das piores” – como se houvesse personalidades melhores ou piores! Parece-me importante referir que, na tradição e conhecimento do eneagrama, todas as personalidades são diferentes e que nenhuma é melhor ou pior. Também percebi que as pessoas ficam sem saber para que lhes serve na realidade serem “rotuladas” com um dos 9 tipos de personalidade existentes. Este aspeto da rotulagem ou esteriotipagem levanta muitas questões que advêm do uso indevido do conhecimento e não do próprio conhecimento.
Presenciar a descoberta interior de cada um, ao se confrontar ele mesmo com o conhecimento milenar que compõe a tradição do eneagrama com a sua realidade humana, dia a dia da sua vida concreta, é fantástico.
É realmente fascinante:
- Presenciar a autodescoberta de cada um.
- Encontrar clareza na forma como cada um também encontra o melhor de si próprio
- Perceber como consegue vislumbrar o melhor daqueles que mais conhece nos seus relacionamentos.
E tudo isto não deve ser negado a ninguém fazendo um teste.
Frequentemente tenho ouvido: – “é incrível a sensação de me ir encontrando nas palavras que leio ou oiço na descrição do meu tipo” . Como perceberá, isto faz toda a diferença na aceitação que fazemos de nós próprios.
Esta questão da rotulagem pode acontecer por dois frequentes maus hábitos
O primeiro é o próprio se limitar a fazer um teste de eneagrama e pensar que descobriu sobre si tudo o que o eneagrama tinha para lhe proporcionar de descoberta e tomada de consciência. O segundo mau hábito, advém de pessoas e organizações que já fizeram as etapas iniciais acharem que podem identificar os outros facilmente, esteriotipando a observação dos comportamentos alheios e reduzindo a riqueza humana de cada ser à descrição da sua personalidade. Na verdade cada um de nós para além da sua personalidade tem a sua própria experiência e essência. O eneagrama propõe-nos integrar todos estes conhecimentos e demonstra-nos que o próprio é quem realmente conhece as motivações interiores que originam os seus comportamentos não sendo correto terceiros, só pela observação dos comportamentos, rotularem os outros como que os reduzindo a uma descrição.
No Iesh – Instituto eneagrama Shalom do qual sou facilitadora e membro ativo, defendemos a ideia de que este valioso conhecimento deve ser usado com ética para desenvolver compaixão pelos outros, entendo as suas diferenças face a nós próprios e aceitando a humanidade de cada um com tudo o que isso tem de fantástico mas também de incómodo, como fonte de transformação e crescimento em confronto com a rotulagem, que demonstra incapacidade de mudança e predeterninismo.
O eneagrama ensina que há motivações diferentes para iguais comportamentos, sendo este outro dos fatores que me leva á recomendação de ser o próprio a identificar-se e não um teste ou uma terceira pessoa. Mesmo havendo engano nessa identificação, ela corresponde a um processo precioso e único de auto análise e auto observação que é riquíssimo e recomendável.
Se não pelos testes, como recomendo que seja feita a primeira abordagem a este conhecimento?
Acredito e considero que de facto existem outras abordagens, mais demoradas mas muito mais ricas, na forma de identificação do eneatipo de cada pessoa.
A identificação do nosso eneatipo é sem dúvida uma abordagem essencial e inicial que possibilta depois o acesso a outros conceitos até muito mais relevantes para nós enquanto indivíduos. Mas é bom iniciarmos por aí. No entanto, a riqueza e profundidade da nossa experiência de autoconhecimento é alvo de escolha individual. Essa é a minha motivação em escrever este artigo, trazer-lhe a minha perspetiva, para mais abrangência da sua tomada de decisão.
Não há eneatipos bons e outros maus, simplesmente são todos diferentes
A possibilidade de experienciar a percepção, mesmo que inicial, de como os nossos comportamentos fazem sentido porque são expressão de motivações interiores fortes e profundas deve ser possível e acessível a todos, por isso existem bons livros e cursos de iniciação que o possibilitam. Desta forma, conseguimos sem julgamento entender que não há eneatipos bons e outros maus, simplesmente são todos diferentes e até pedagógicos uns para os outros. Integrando vivências, entramos com maior profundidade neste caminho de crescimento interior que o eneagrama possibilita a quem o queira conhecer. Além de que isso permite também desenvolvermo-nos com respeito pela tradição e acima de tudo com respeito por nós próprios como pessoa humana.
Após algum conhecimento deste saber, fazer um teste para validar toda a nossa auto observação e autoconhecimento pode ser muito interessante. Fazer um teste, antes de ser desenvolvido em nós o conhecimento suficiente que permite saber aceitar como verdadeiro o resultado desse teste, pode levar-nos à tentação de o considerar errado. Isso, pode prejudicar ou atrasar o nosso próprio processo de crescimento e transformação consciente.
Depois de toda esta partilha, a decisão continua a ser sua, como sempre será, e desejo ter contribuido para que a sua seja mais consciente e menos impulsiva.
Ana Sousa
Executive & Team Coach, Life Coach, Facilitadora, Consultora
Managing Partner WIF Partners
Coaching no virtual é Possível? Claro que Sim!
É real, o dia-a-dia alterou-se muitíssimo, sentimos que para continuar a agir é preciso adaptarmo-nos e desenvolver novas abordagens e podemos dizer que… a necessidade aguça o engenho!
O virtual existe há muito tempo, como alternativa nas áreas do comportamento; hoje é uma necessidade que gera disrupção com o passado. Na realidade, o virtual com aplicação das técnicas adequadas, só é diferente enquanto não ganharmos o hábito; depois passa a ser natural. Todos sabemos que as emoções e as sensações também se passam pelo telefone, e se lhe associarmos a imagem, melhor! O virtual é uma excelente opção e pode produzir resultados semelhantes, sabemo-lo das experiências em que a distância o exige. Será esta questão da aplicabilidade do virtual mais uma crença a ser mudada? Neste tempo de forte incerteza, onde sabemos que o que foi válido no passado não garante o futuro, na WIF Partners acreditamos que o coaching é um processo muito útil, e porquê?
• Foca-se no futuro e sua construção, tendo por base o melhor das pessoas, e tem como objetivo alcançar resultados extraordinários.
• É adequado quando o cliente tem em si, ou ao seu dispor, os recursos que precisa para discernir e concretizar a sua solução, elementos que o levam a ganhar coragem para a concretizar etapa a etapa e assim alcançar resultados extraordinários (os que vão para além do seu habitual ou comum).
Como pilares fundamentais do coaching vemos:
O FUTURO – Do passado, apenas retira as aprendizagens aplicáveis ao futuro. A visão deste futuro ganha força ao ser vislumbrado e clarificado no imaginário do cliente.
É o fortalecer do querer interior que revela capacidades, caminhos possíveis, soluções para que o cliente consiga concretizar a sua visão. Alcançar clareza ou tomada de consciência (em coaching – o momento “Ahah!”) é um PROCESSO – amadurecimento que leva a descobrir/ entender as suas capacidades, opções e crenças que lhe permitirão alcançar os resultados a que se propõe. Este processo é sempre da responsabilidade do cliente, sendo o coach um facilitador. O coach escolhe as ferramentas que entende serem mais úteis no processo. O cliente faz o seu percurso, agindo passo a passo na direção que ele próprio definiu.
FERRAMENTAS – permitem que o cliente progrida no seu processo de descoberta, de compromisso e de transformação. Podem ser: perguntas; dinâmicas; exercícios; silêncio; espaço seguro para estar e ser, sem julgamento ou crítica; espaço para criar, imaginar, deixar fluir… serão tudo o que, com total respeito pelo cliente, permita que este vá dentro de si e se conheça melhor, aprofunde e entenda, se conecte com o seu propósito, se desenvolva e encontre a sua solução, aquela que consegue concretizar com o melhor de si, aquela em que tem confiança para agir focado em resultados.
CONCRETIZAR – é preciso implementar um plano, uma estratégia para a solução. Essa solução tem etapas evolutivas, precisa de resiliência, permite aprendizagem, análise de resultados parciais e correções ao plano de ação inicial, para alcançar a visão do futuro que o cliente quer alcançar. A facilitação do coach, que está presente (mesmo que online), torna o processo mais rápido e fonte de aprendizagem consciente.
AUTONOMIA – Depois de se experienciar e saber muito mais sobre si próprio, conhecer as suas forças e dificuldades, como as superar, transpor ou transformar, será o momento do cliente ganhar autonomia e terminar o processo, prosseguindo em
harmonia consigo próprio.
Coaching no virtual
Perguntar-se-á, tudo isto é possível no virtual? Sim, pois os homens têm a capacidade de se comunicar e conectar de variadas formas e têm uma enorme capacidade de criar e desenvolver-se quando querem. A questão é – O que quer que aconteça? O desafio que lhe fazemos é que se proponha a ir muito mais além, ir às profundezas do ser e sem limites identificar qual é o seu querer, o para quê da sua ação, o seu propósito, o seu rumo na construção da sua visão de futuro.
Quando se ganha esta dimensão, já não há limites tecnológicos, há humanidade, presença e conexão que permitem fluir, conscientizar e atuar com foco em resultados.
Se acredita que isso lhe pode facilitar um reencontro com a esperança, fortalecer resiliência, ou conhecer o melhor de si, experimente! Escolha um coach e experimente!
Acreditamos que encontrará aceleração no seu próprio processo, maior profundidade do que obteria numa análise e processo sozinho. O que poderá perder ou ganhar com essa experiência?
Por Ana Sousa, Executive Coach e Managing Partner da WIF Partners
Fonte: Lidermagazine





















