Eneagrama – muito mais que um teste de personalidade!

Com tudo o que nos rodeia e sentimos nos últimos meses, surgem-nos inquietações e questões mais profundas como:

  • Quem sou eu? “Eu” como pessoa?
  • O que fazer com tudo isto que sinto?
  • Como lidar com tudo o que acontece dentro e fora de mim?
  • Qual a minha missão neste mundo?

Com estas e tantas outras perguntas, iniciamos a nossa procura por mais autoconhecimento. Entre diversas possíveis abordagens, um amigo fala-nos do eneagrama e do seu potencial. Curiosos com o tema, vamos pesquisar na net e o que surge de imediato na pesquisa de  “ENEAGRAMA” é … teste.

Será a realização de um teste, a forma mais adequada para ser o primeiro contacto com o Eneagrama?

A procura por respostas rápidas, mesmo para questões mais profundas, é tentadora. No entanto, será essa a abordagem que melhor nos satisfaz nos resultados que gera?

Já há testes que têm validade, sim, mas não recomendo que este seja o primeiro contacto com o eneagrama, pois na minha opinião, tal desvirtua o próprio eneagrama se o reduzirmos a um teste de personalidade. O eneagrama é muito mais que isso, pois é um conhecimento milenar, simples e profundo que possibilita a cada um de nós:

  • encontrar-se consigo próprio, acolhendo quem é;
  • ganhar compaixão por si e pelos outros;
  • aumentar a sua consciência facilitando a sua transformação e desenvolvimento pessoal;
  • descobrir e potenciar o melhor de si;
  • reforçar a interação e equilíbrio dos quatro pilares humanos fundamentais: corpo, mente, emoção e espiritualidade, sendo que espriritualidade nada tem a ver com religião ou exoterismo.

enegrama

20 anos de aprofundamento com o eneagrama

Na minha experiência de mais de 20 anos de aprofundamento com o eneagrama, vi pessoas ficarem muito tristes ou desoladas com a personalidade que um teste lhes indica, chegando a negar esse mesmo resultado. Ou pior que isso, ficarem muito satisfeitas porque a sua personalidade “não é uma das piores” –  como se houvesse personalidades melhores ou piores! Parece-me importante referir que, na tradição e conhecimento do eneagrama, todas as personalidades são diferentes e que nenhuma é melhor ou pior. Também percebi que as pessoas ficam sem saber para que lhes serve na realidade serem “rotuladas” com um dos 9 tipos de personalidade existentes. Este aspeto da rotulagem ou esteriotipagem levanta muitas questões que advêm do uso indevido do conhecimento e não do próprio conhecimento.

Presenciar a descoberta interior de cada um, ao se confrontar ele mesmo com o conhecimento milenar que compõe a tradição do eneagrama com a sua realidade humana, dia a dia da sua vida concreta, é fantástico.

É realmente fascinante:

  • Presenciar a autodescoberta de cada um.
  • Encontrar clareza na forma como cada um também encontra o melhor de si próprio
  • Perceber como consegue vislumbrar o melhor daqueles que mais conhece nos seus relacionamentos.

E tudo isto não deve ser negado a ninguém fazendo um teste.

Frequentemente tenho ouvido: – “é incrível a sensação de me ir encontrando nas palavras que leio ou oiço na descrição do meu tipo” . Como perceberá, isto faz toda a diferença na aceitação que fazemos de nós próprios.

Esta questão da rotulagem pode acontecer por dois frequentes maus hábitos

O primeiro é o próprio se limitar a fazer um teste de eneagrama e pensar que descobriu sobre si tudo o que o eneagrama tinha para lhe proporcionar de descoberta e tomada de consciência. O segundo mau hábito, advém de pessoas e organizações que já fizeram as etapas iniciais acharem que podem identificar os outros facilmente, esteriotipando a observação dos comportamentos alheios e reduzindo a riqueza humana de cada ser à descrição da sua personalidade. Na verdade cada um de nós para além da sua personalidade tem a sua própria experiência e essência. O eneagrama propõe-nos integrar todos estes conhecimentos e demonstra-nos que o próprio é quem realmente conhece as motivações interiores que originam os seus comportamentos não sendo correto terceiros, só pela observação dos comportamentos, rotularem os outros como que os reduzindo a uma descrição.

No Iesh – Instituto eneagrama Shalom do qual sou facilitadora e membro ativo, defendemos a ideia de que este valioso conhecimento deve ser usado com ética para desenvolver compaixão pelos outros, entendo as suas diferenças face a nós próprios e aceitando a humanidade de cada um com tudo o que isso tem de fantástico mas também de incómodo, como fonte de transformação e crescimento em confronto com a rotulagem, que demonstra incapacidade de mudança e predeterninismo.

O eneagrama ensina que há motivações diferentes para iguais comportamentos, sendo este outro dos fatores que me leva á recomendação de ser o próprio a identificar-se e não um teste ou uma terceira pessoa. Mesmo havendo engano nessa identificação, ela corresponde a um processo precioso e único de auto análise e auto observação que é riquíssimo e recomendável.

ENEAGRAMA

Se não pelos testes, como recomendo que seja feita a primeira abordagem a este conhecimento?

Acredito e considero que de facto existem outras abordagens, mais demoradas mas muito mais ricas, na forma de identificação do eneatipo de cada pessoa.

A identificação do nosso eneatipo é sem dúvida uma abordagem essencial e inicial que possibilta depois o acesso a outros conceitos até muito mais relevantes para nós enquanto indivíduos. Mas é bom iniciarmos por aí. No entanto, a riqueza e profundidade da nossa experiência de autoconhecimento é alvo de escolha individual. Essa é a minha motivação em escrever este artigo, trazer-lhe a minha perspetiva, para mais abrangência da sua tomada de decisão.

Não há eneatipos bons e outros maus, simplesmente são todos diferentes

A possibilidade de experienciar a percepção, mesmo que inicial, de como os nossos comportamentos fazem sentido porque são expressão de motivações interiores fortes e profundas deve ser possível e acessível a todos, por isso existem bons livros e cursos de iniciação que o possibilitam. Desta forma, conseguimos sem julgamento entender que não há eneatipos bons e outros maus, simplesmente são todos diferentes e até pedagógicos uns para os outros. Integrando vivências, entramos com maior profundidade neste caminho de crescimento interior que o eneagrama possibilita a quem o queira conhecer. Além de que isso permite também desenvolvermo-nos com respeito pela tradição e acima de tudo com respeito por nós próprios como pessoa humana.

Após algum conhecimento deste saber, fazer um teste para validar toda a nossa auto observação e autoconhecimento pode ser muito interessante. Fazer um teste, antes de ser desenvolvido em nós o conhecimento suficiente que permite saber aceitar como verdadeiro o resultado desse teste, pode levar-nos à tentação de o considerar errado. Isso, pode prejudicar ou atrasar o nosso próprio processo de crescimento e transformação consciente.

Depois de toda esta partilha, a decisão continua a ser sua, como sempre será, e desejo ter contribuido para que a sua seja mais consciente e menos impulsiva.

Curso de Eneagrama WIF

  • 20 a 23/7 das 18h às 20h
  • 30/7 das 18h às 20h

Informações e Inscrições

Coaching no virtual é Possível? Claro que Sim!

É real, o dia-a-dia alterou-se muitíssimo, sentimos que para continuar a agir é preciso adaptarmo-nos e desenvolver novas abordagens e podemos dizer que… a necessidade aguça o engenho!

Coaching no virtual

Coaching no virtual

O virtual existe há muito tempo, como alternativa nas áreas do comportamento; hoje é uma necessidade que gera disrupção com o passado. Na realidade, o virtual com aplicação das técnicas adequadas, só é diferente enquanto não ganharmos o hábito; depois passa a ser natural. Todos sabemos que as emoções e as sensações também se passam pelo telefone, e se lhe associarmos a imagem, melhor! O virtual é uma excelente opção e pode produzir resultados semelhantes, sabemo-lo das experiências em que a distância o exige. Será esta questão da aplicabilidade do virtual mais uma crença a ser mudada? Neste tempo de forte incerteza, onde sabemos que o que foi válido no passado não garante o futuro, na WIF Partners acreditamos que o coaching é um processo muito útil, e porquê?

• Foca-se no futuro e sua construção, tendo por base o melhor das pessoas, e tem como objetivo alcançar resultados extraordinários.
• É adequado quando o cliente tem em si, ou ao seu dispor, os recursos que precisa para discernir e concretizar a sua solução, elementos que o levam a ganhar coragem para a concretizar etapa a etapa e assim alcançar resultados extraordinários (os que vão para além do seu habitual ou comum).

Como pilares fundamentais do coaching vemos:

O FUTURO – Do passado, apenas retira as aprendizagens aplicáveis ao futuro. A visão deste futuro ganha força ao ser vislumbrado e clarificado no imaginário do cliente.

É o fortalecer do querer interior que revela capacidades, caminhos possíveis, soluções para que o cliente consiga concretizar a sua visão. Alcançar clareza ou tomada de consciência (em coaching – o momento “Ahah!”) é um PROCESSO – amadurecimento que leva a descobrir/ entender as suas capacidades, opções e crenças que lhe permitirão alcançar os resultados a que se propõe. Este processo é sempre da responsabilidade do cliente, sendo o coach um facilitador. O coach escolhe as ferramentas que entende serem mais úteis no processo. O cliente faz o seu percurso, agindo passo a passo na direção que ele próprio definiu.

FERRAMENTAS – permitem que o cliente progrida no seu processo de descoberta, de compromisso e de transformação. Podem ser: perguntas; dinâmicas; exercícios; silêncio; espaço seguro para estar e ser, sem julgamento ou crítica; espaço para criar, imaginar, deixar fluir… serão tudo o que, com total respeito pelo cliente, permita que este vá dentro de si e se conheça melhor, aprofunde e entenda, se conecte com o seu propósito, se desenvolva e encontre a sua solução, aquela que consegue concretizar com o melhor de si, aquela em que tem confiança para agir focado em resultados.

CONCRETIZAR – é preciso implementar um plano, uma estratégia para a solução. Essa solução tem etapas evolutivas, precisa de resiliência, permite aprendizagem, análise de resultados parciais e correções ao plano de ação inicial, para alcançar a visão do futuro que o cliente quer alcançar. A facilitação do coach, que está presente (mesmo que online), torna o processo mais rápido e fonte de aprendizagem consciente.

AUTONOMIA – Depois de se experienciar e saber muito mais sobre si próprio, conhecer as suas forças e dificuldades, como as superar, transpor ou transformar, será o momento do cliente ganhar autonomia e terminar o processo, prosseguindo em
harmonia consigo próprio.

Coaching no virtual

Coaching no virtual

Coaching no virtual

Perguntar-se-á, tudo isto é possível no virtual? Sim, pois os homens têm a capacidade de se comunicar e conectar de variadas formas e têm uma enorme capacidade de criar e desenvolver-se quando querem. A questão é – O que quer que aconteça? O desafio que lhe fazemos é que se proponha a ir muito mais além, ir às profundezas do ser e sem limites identificar qual é o seu querer, o para quê da sua ação, o seu propósito, o seu rumo na construção da sua visão de futuro.

Quando se ganha esta dimensão, já não há limites tecnológicos, há humanidade, presença e conexão que permitem fluir, conscientizar e atuar com foco em resultados.

Se acredita que isso lhe pode facilitar um reencontro com a esperança, fortalecer resiliência, ou conhecer o melhor de si, experimente! Escolha um coach e experimente!

Acreditamos que encontrará aceleração no seu próprio processo, maior profundidade do que obteria numa análise e processo sozinho. O que poderá perder ou ganhar com essa experiência?

Por Ana Sousa, Executive Coach e Managing Partner da WIF Partners

Fonte: Lidermagazine

 

Faça a gestão da sua energia, não do seu tempo

Sabia que, enquanto o tempo é um recurso que se esgota, a energia, por seu lado, pode ser renovada e potenciada influenciando positivamente a produtividade e satisfação profissional e pessoal das pessoas numa organização?

Partilhamos um resumo do trabalho de consultoria e coaching nesta área , desenvolvido pela Energy Project, com milhares de gestores e chefias, em grandes empresas.

Trabalhar entre 12 a 14 horas por dia, sentir-se eternamente exausto, ser difícil envolver-se completamente com a sua família à noite, sentimento de culpa e insatisfação, dormir mal, não ter tempo para fazer exercício, não comer saudavelmente e a horas… A maioria de nós responde às exigências crescentes no local de trabalho, despendendo mais horas laborais, o que inevitavelmente tem reflexos negativos fisicamente, mentalmente e emocionalmente.

Nas organização, este quadro, tantas vezes comum, leva a níveis decrescentes de envolvimento, níveis crescentes de distração, altas taxas de rotatividade e custos médicos crescentes entre os funcionários.

O problema central em trabalhar mais horas é que o tempo é um recurso finito. Já a energia é uma história diferente. Definida na física como a capacidade de trabalhar, a energia vem de quatro fontes principais nos seres humanos: o corpo, as emoções, a mente e o espírito. Em cada um, a energia pode ser sistematicamente expandida e regularmente renovada, estabelecendo rituais específicos – comportamentos intencionalmente praticados e precisamente programados, com o objetivo de torná-los inconscientes e automáticos.

Para efetivamente reenergizar a sua força de trabalho, as organizações precisam de mudar o seu enfoque -retirar o máximo das pessoas – e passar a investir mais nas pessoas, tornando-as motivadas e capazes de trazer mais de si mesmas para o trabalho, todos os dias.

Para se recarregarem, os indivíduos precisam de reconhecer o custo dos comportamentos que esgotam a sua energia e, em seguida, assumir a responsabilidade de mudá-los, independentemente das circunstâncias que estão a enfrentar.

Estabelecer comportamentos e rituais simples para gerir a sua energia transforma a vida dos indivíduos e pode levar a resultados impressionantes nas organizações.  Os participantes superaram os controles de uma série de métricas, reportaram melhorias substanciais nas suas relações com os clientes, seu envolvimento com o trabalho e sua satisfação pessoal.

A maioria das grandes organizações investe no desenvolvimento das habilidades, conhecimentos e competências dos funcionários. Muito poucos ajudam a construir e sustentar a sua capacidade de trabalho – sua energia – que normalmente é tomada como certa. De fato, uma maior capacidade torna possível fazer mais em menos tempo, com um nível mais alto de envolvimento e mais sustentabilidade.

Faça a gestão da sua energia

Faça a gestão da sua energia

O corpo: Energia física

O Programa começa centrando-se na energia física. É sabido que a nutrição, o exercício, o sono e o descanso inadequados diminuem os níveis de energia básica das pessoas, bem como a sua capacidade de gerir as suas emoções e concentrar a sua atenção. No entanto, muitos executivos não conseguem praticar comportamentos saudáveis consistentes, dadas todas as outras solicitações nas suas vidas. Antes que os participantes no  programa comecem a explorar maneiras de aumentar a sua energia física, eles fazem uma auditoria energética, que inclui quatro questões em cada dimensão energética – corpo, emoções, mente e espírito. Em média, os participantes têm oito a dez das 16 respostas “erradas”. Os participantes também preenchem cartas desenhadas para aumentar sua consciência sobre como as suas práticas de exercício, dieta e sono influenciam os seus níveis de energia. Listados os comportamentos inadequados, o próximo passo é identificar rituais para construir e renovar a energia física. Exemplos:

  • Dormir mais tempo.
  • Mudar os hábitos alimentares, passando de duas grandes refeições por dia para refeições menores e lanches leves a cada três horas – como objetivo: ajudar a estabilizar níveis de glicose ao longo do dia, evitando picos e quedas.
  • Fazer  pausas breves mas regulares em intervalos específicos ao longo da jornada de trabalho – sempre deixando a sua secretária. O valor de tais rupturas está fundamentado na nossa fisiologia. -“Ritmos ultradianos” referem-se a ciclos de 90 a 120 minutos durante os quais o nosso corpo se move lentamente de um estado de alta energia para uma quebra fisiológica. No final de cada ciclo, o corpo começa a desejar um período de recuperação. Os sinais incluem inquietação física, bocejo, fome e dificuldade de concentração, mas muitos de nós ignora-os e continua a trabalhar. A consequência é que o nosso reservatório de energia – nossa capacidade remanescente – vai queimando ao longo do dia. Pausas intermitentes para a renovação, resultam em um desempenho mais alto e mais sustentável. Para um dos executivos, o ritual encontrado incluiu uma caminhada de 20 minutos – não só este lhe dá um escape mental e emocional e algum exercício, mas também se tornou o momento em que ele tem as suas melhores ideias criativas. Isso porque quando ele caminha, não está a pensar ativamente, o que permite que o hemisfério esquerdo dominante de seu cérebro dê lugar ao hemisfério direito com sua maior capacidade de ver o quadro geral e fazer saltos imaginativos.
Faça a gestão da sua energia

Faça a gestão da sua energia

As Emoções: Qualidade da Energia

Para ter um maior controle das suas emoções, as pessoas podem melhorar a qualidade da sua energia, independentemente das pressões externas que estão enfrentando. Para fazer isso, devem primeiro tornar-se mais conscientes de como se sentem em vários pontos durante o dia de trabalho e do impacto dessas emoções sobre a sua eficácia. A maioria das pessoas percebe que tendem a produzir melhor quando estão a sentir energia positiva.

Quando os executivos aprendem a reconhecer quais os tipos de eventos que desencadeiam as suas emoções negativas, ganham maior capacidade de assumir o controle das suas reações. Um ritual simples, mas poderoso para desativar emoções negativas é o que chamamos de “comprar tempo”. A respiração abdominal profunda é uma maneira de fazer isso. Expirar lentamente por cinco ou seis segundos induz relaxamento e recuperação e desliga a resposta de luta ou fuga.

Um poderoso ritual que alimenta emoções positivas é expressar apreço aos outros, uma prática que parece ser tão benéfica tanto para o doador como para o recetor e pode assumir a forma de uma nota manuscrita, um e-mail, uma chamada, uma conversa, ou um espaço para a apreciação no tempo reservado para a orientação (reunião num almoço, por exemplo).

Finalmente, as pessoas podem cultivar emoções positivas, aprendendo a mudar as histórias que elas relatam sobre os eventos nas suas vidas. Muitas vezes, as pessoas em conflito lançam-se no papel de vítimas, culpando os outros ou circunstâncias externas pelos seus problemas. Tornar-se consciente da diferença entre os fatos numa dada situação e a maneira como interpretamos esses fatos pode ser poderoso em si mesmo.

Faça a gestão da sua energia

Faça a gestão da sua energia

A Mente: O Foco da Energia

Muitos executivos vêem a multi tarefa como uma necessidade para enfrentar todas as demandas, mas na realidade prejudica a produtividade. As distrações são dispendiosas: um desvio temporário da atenção de uma tarefa para outra – parar para responder a um e-mail ou atender um telefonema, por exemplo – aumenta a quantidade de tempo necessário para concluir a tarefa inicial em até 25%, fenómeno conhecido como “tempo de comutação”.

Soluções encontradas, a partilhar:  deixar a  secretária e ir para uma sala de conferências, longe de telefones e e-mails, sempre que tem uma tarefa que exija concentração (executar um relatório,por exemplo) . O resultado é esta passar a ser concluída em muito menos tempo do que é o habitual. Por outro lado, nas reuniões,  deixar o seu telefone ir para o correio de voz, para que possa concentrar-se completamente nos interlocutores; criar um ritual de verificação de e- Mail (ex: duas vezes por dia).

Outra maneira de mobilizar a energia mental, é focar-se sistematicamente nas atividades que têm a maior alavancagem a longo prazo. Talvez o ritual de foco mais eficaz adotado pelos executivos foi identificar na véspera, cada noite, o desafio mais importante para o dia seguinte e torná-lo a sua primeira prioridade quando chegassem pela manhã.

Gestão de Tempo

Faça a gestão da sua energia

O Espírito Humano: Energia de Significado

Aproveitar a energia do espírito humano quando o seu trabalho quotidiano e atividades são consistentes com o que mais valoriza e com o que lhe dá um sentido de significado e propósito. Se o trabalho que os executivos estão a fazer realmente importa para eles, normalmente sentem mais energia positiva, melhor foco e demonstram maior perseverança.

Para aceder à energia do espírito humano, as pessoas precisam de determinar prioridades e estabelecer rituais de acompanhamento em três categorias: fazer o que fazem melhor e desfrutam mais no trabalho; alocar de forma consciente, tempo e energia para as áreas de sua vida (trabalho, família, saúde, serviço aos outros) que consideram mais importante; e viver os seus valores fundamentais nos seus comportamentos diários.

Adicionar estas três categorias, ajuda as pessoas a percorrerem um longo caminho para alcançar um maior sentido de alinhamento, satisfação e bem-estar nas suas vidas dentro e fora do trabalho. Esses sentimentos são uma fonte de energia positiva em si próprios e reforçam o desejo das pessoas persistirem em rituais, em outras dimensões energéticas também.

Esta nova maneira de trabalhar apenas tem sustentabilidade na medida em que as organizações apoiem as suas pessoas na adoção de novos comportamentos. Nem todos os executivos e empresas estão preparados para adotar a noção de que a renovação pessoal dos funcionários levará a um desempenho melhor e mais sustentável. Para ter sucesso, os esforços de renovação precisam de apoio sólido e compromisso da alta administração, começando com o tomador de decisão chave.

Adaptado de: Manage your energy not your time, Tony Schwartz e Catherine McCarthy, em Harvard Bussiness Review (hbr.org)

Com regularidade, os executivos com quem trabalhamos na WIF Partners, dizem-nos que estão a trabalhar mais do que nunca e cada vez mais sentem que estão num ponto de rutura.

Deixamo-lo com a seguinte reflexão:

  • Tem rotinas do dia a dia para equilibrar os seus níveis de energia?
  • Conseguindo equilibrar a sua energia, como se irá sentir?
  • Pode escolher a energia que quer ter momento a momento?

What if  you…energize with us?

 

Trabalhar em casa um desafio…

 

Nas organizações ouvia-se com frequências as chefias e os colaboradores dizerem que:

– o que é de casa fica em casa, ou, não levo para casa o que é do trabalho! Ou;

– durante a viagem de casa, para o trabalho e vice versa, eu aproveito para arrumar a cabeça;

Muitas pessoas têm o hábito de se organizar nas viagens, mental e emocionalmente, e agora … com a nova realidade de Trabalhar em casa como o fazem?

Pelo menos duas vertentes surgem, a interna e a externa a nós próprios.

Trabalhar em casa

Trabalhar em casa

Internamente, é natural haver alguma resistência, por não podermos fazer o que queremos, saindo de casa, convivendo, indo trabalhar para o exterior da nossa casa, mas…

– Em que é que essa resistência nos é útil?

– O que acontece dentro de nós se olharmos para essa limitação, não como uma obrigação, mas sim como uma participação nossa para o bem comum?

E mudando a nossa predisposição, o que aprendemos com isso?

– se concordamos com a decisão base, mesmo que tomada por outros, não será melhor assumi-la e aceitá-la?

E se não concordamos com a decisão, mas nada podemos fazer para a reverter, de que adianta resistir-lhe?

Acredito que podemos sempre escolher o modo como olhamos para a realidade. Acredito que há pelo menos uma perspetiva que nos facilita o processo e aí, ganharmos vontade de sermos cooperantes. Esse processo de cooperação e aceitação interior traz-nos muito mais serenidade e tranquilidade e até, talvez, gratidão. Acredito também que encontrar esta perspetiva se treina, dia a dia. Desafio que vos deixo para os próximos dias.

Por outro lado, existe também uma vertente externa que nos condiciona, o espaço limitado onde temos que estar, dia após dia. No imediato acredito que faça toda a diferença haver um espaço em casa onde cada uma das pessoas trabalha, pais e filhos. Idealmente cada um precisa ter o seu espaço, mesmo que seja a parte da mesa comum onde se senta às refeições.

Este é tempo de respeito uns pelos outros, mas também por nós próprios; ninguém consegue dar-se o tempo todo se não se restabelecer também. Nos últimos dias nesta nova realidade que o Corona Vìrus nos trouxe, gosto de usar a expressão: Cuida de ti, para conseguires Cuidar!

Na verdade, acredito que ninguém consegue emocionalmente manter-se saudável num ambiente tenso ou de constante “guerrilha”, por isso diria que é crucial que sejam estabecidos espaços individuais de trabalho e de estudo, assim como momentos de partilha como são as refeições. Cada um para trabalhar ou estudar precisa estar concentrado, focado, pelo que os “temas” dos outros não o devem distrair, no período de trabalho, e apenas neste.

Trabalhar em casa

Trabalhar em casa

Mas também é responsabilidade de cada um contribuir para o ambiente que se gera em casa. E isso passa por:

  • Estarmos abertos a perspetivas diferentes das nossas, até perceber o que podemos aprender com isso;
  • Ninguém é dono da verdade – nem os pais, só por o serem…
  • Perguntarmo-nos se o que vamos dizer é construtivo, se é gerador de Amor, ou é apenas um desabafo que pode construir mais Amor se não for partilhado
  • Perceber a impetuosidade de algumas pessoas que sabemos que são mesmo assim, e não dar relevância;
  • Perceber as energias diferentes e não querer que os outros sejam como eu sou, mas respeitá-los valorizando o contributo que dão para o bem comum.
  • Focarmo-nos no que acontece de bem, e não no erro.
  • Todos erramos, todos nos enganamos; o que importa mesmo é o que constrói relações positivas e saudáveis. Valorizemos os gestos, as atitudes, as palavras, as ações que constroiem o BEM.

A relação de proximidade e cuidarmos uns dos outros precisa ser mantida com muito diálogo e respeito, para que todos consigamos, dentro do possível, ter bons resultados no final de todo este constrangimento, mantendo os nossos empregos e resultados escolares.

Respeitemos o trabalho de cada um, pois todos precisam de se manter a trabalhar e para isso precisam superar o que possa parecer impossível. Tenham horários compatíveis de trabalho e de lazer em casa. Na verdade, quem ainda se recorda do modo de vida dos avós que nasceram no inicio do século XX, sabe o quanto isto era importante.

Nesta nova era, as tecnologias vão trazer ainda mais dimensões que as que já tinham, vão ser muito mais usadas, mas precisamos estar alertas para não nos isolarmos fisica e emocionalmente, todos nós precisamos sentir um olhar carinhoso, receber um gesto de atenção, e se em casa todos estão saudáveis porque não manter os  bons dias e boas noites com carinho? Precisamos manter alerta a nossa consciência individual, avaliando regularmente como estamos a contribuir para o bem comum, para o bem estar da pequena comunidade onde vamos viver estes dias.

Iremos viver no mundo e na Comunidade que formos capazes de construir ou reconstruir.

Dá voz e gestos ao melhor que tens em ti, todos precisamos do melhor de ti; treina-te a partilhá-lo agora na tua família, na tua casa…e sê resiliente nesse propósito, todos precisamos do bem que tens para nos dar.

Cuida-te, para conseguires cuidar!

 

Ana Sousa, 26 de março 2020

 

Equipas SMART

Uma equipa SMART – SELF MANAGED, AGILE, RESULTS DRIVEN, INNOVATIVE – funciona por si própria, libertando o líder para a definição da visão e estratégia do negócio e para cuidar e desenvolver as suas pessoas.

Uma abordagem essencial para conhecer este conceito!

saiba mais

por Paula Resende, Managing Director da Wif Partners

in revista Lider, abril 2019

O Paradoxo da Diversidade ou Não!

Potenciar os benefícios da diversidade nas equipas e nas organizações para atingir resultados extraordinários em comunhão é um dos grandes desafios de um líder – uma reflexão objectiva sobre um tema obrigatório.

saiba mais

 

Por Paula Resende, Managing Director da Wif Partners

in revista Lider, abril 2019

O LÍDER É UM MAGO?

Liderar equipas e organizações requer o desenvolvimento de competências específicas.

Antes de mais, há que aceitar que o paradigma mudou, que o que funcionou no passado já não produz bons resultados e treinar a arte da liderança. Como? Paula Resende (WIF Partners) revela alguns truques da magia da liderança.

Conheça o seu artigo na revista Pessoal – dez.2017 !

 

 

Todos erramos e nem todos aprendemos e evoluimos!

Só aprendemos quando nos questionamos e queremos aprender, quando estamos disponíveis para entender novas possibilidades, novas perspetivas.

Não vale a pena esperar que outros nos ensinem…

esta é uma vertente muito pessoal da nossa vida. São os diálogos internos que temos connosco próprios, é a nossa curiosa observação sobre a realidade que nos irá permitir ganhar consciência e APRENDER …  EVOLUIR.

Podemos errar e nunca aprender, como podemos aprender com os nossos erros e com os erros dos outros… tudo depende de nós, da nossa abertura à aprendizagem, a querermos evoluir, ser melhores no dia a dia.

 

por: Ana Sousa/WIF Partners
Foto: Carmo Almeida

Uma comunicação pobre é, muitas vezes, sintoma de outro problema!

Os seus colaboradores queixam-se que a sua empresa sofre de falta de comunicação? Que a mão esquerda não sabe o que a mão direita está a fazer? Ou talvez, como muitas empresas fazem, realizou um questionário de satisfação interna e a “falta de comunicação” surgiu como se fosse um surto de gripe.

Eu gostaria de sugerir, que este problema pode não ser o que parece. Para entender o porquê, precisamos de compreender que sentimentos emergem da atividade do sistema motivacional, as regiões do cérebro que envolvem os seus objetivos e levam-no a agir. Ora muitos dos circuitos do sistema motivacional envolvem centros profundos no cérebro que não estão bem ligados às áreas do córtex responsáveis pela nossa capacidade de sermos introspectivos acerca das nossas ações. Consequentemente, a fonte dos nossos sentimentos nem sempre é clara para nós.

Isso significa que quando fizer perguntas sobre o que as pessoas sentem sobre o seu local de trabalho, as pessoas podem responder prontamente: a maioria tem noção de que se sente bem ou mal em relação ao seu trabalho e da empresa. Quando pede informações mais específicas sobre o que está a fazer com que se sintam bem ou mal, porém, as pessoas vagueiam à procura duma explicação racional que justifique os seus sentimentos.

Quando uma empresa tem uma dificuldade específica que está a tratar, as pessoas na organização podem apontar essa dificuldade como a fonte dos seus sentimentos negativos. Quando não há conceitos prontos flutuando, porém, as pessoas procuram candidatos. E é aí que a “comunicação” entra.

Quando algo não correu bem no trabalho, as pessoas podem sentir que não tinham as informações necessárias para tomar uma decisão. Pode ser informação sobre a saúde da empresa, a situação dos projetos noutras unidades de negócios, ou a qualidade do seu trabalho. Porque as pessoas sentem que estavam a faltar informações necessárias, culpam a falta de comunicação, desse problema.

Quando tomado literalmente, como um problema de comunicação, os gestores procuram novos modos de comunicação para garantir a informação que é fornecida. Eles criam novos e-mails, boletins, reuniões. O pressuposto é que um maior acesso à informação é a solução.

Antes de entrar em ação – e no processo de criar muito mais trabalho para si mesmo – deixe-me sugerir que as queixas sobre falta de comunicação são um sinal de que algo está errado, mas que esta em si, provavelmente, não é o problema.

Comece por criar um envolvimento mais específico com as pessoas, levando-os a pensar em coisas que deram errado. Em vez de assumir que a causa do problema é a falta de comunicação, analise a situação para descobrir por que as pessoas sentem que elas não poderiam agir de forma eficaz.

Por exemplo, recentemente, trabalhei com um grupo que se tinha queixado de problemas de comunicação. Era uma organização de rápido crescimento e uma série de novos funcionários tinha sido admitida, mas as descrições dos seus cargos eram vagas. Enquanto a empresa era pequena, tinha sido fácil integrar novos funcionários com descrições pobres dos cargos, porque eles conseguiam observar o que estava acontecendo em toda a empresa. Agora que a organização era maior, esse já não era o caso e os novos funcionários sentiam que não podiam fazer o seu trabalho.

Mas o problema não era, como a organização pensou em primeiro lugar, que as pessoas não estavam  a comunicar-se. O problema era que não estava claro na estrutura, a definição do que os funcionários poderiam ou não poderiam fazer. O verdadeira questão aqui, era que a definição dos Recursos Humanos precisava de ser atualizada para ser mais clara sobre as responsabilidades do trabalho, e não que a organização como um todo precisava passar mais tempo e esforço a comunicar-se.

As pessoas apontam a comunicação pobre, como o bode expiatório mais fácil, mas não é o único. É por isso que é importante entender as limitações da capacidade das pessoas para denunciar o que as está a incomodar, seja numa conversa one-on-one ou num inquérito. Quando questionadas, as pessoas querem dar uma resposta. A qualidade dessa resposta, no entanto, depende do acesso que as pessoas têm à informação que forma a base da resposta. A maioria de nós faz um trabalho muito mau na descoberta do que está nos incomodando.

Finalmente, é importante lembrar que as críticas a grandes temas, como a comunicação, são um sintoma e não um diagnóstico. A partir daí, é crucial examinar as queixas mais de perto para determinar quais as soluções.

 

Art Markman, Harvard Business Review (adaptado)