Manifesto para equipas pequenas que fazem um trabalho importante

Estamos sempre com prazos apertados, porque o tempo é o nosso bem mais valioso.

Se fizer uma promessa, defina uma data. Sem data, não há promessa.

Se definir uma data, cumpra-a. Se não pode cumprir uma data, avise cedo e repetidamente. Um Plano B bem preparado é uma estratégia melhor do que a esperança.

Limpe a sua própria confusão. Limpe a confusão de outras pessoas.

Comunique, comunique, comunique!

Questione premissas e estratégia.

Não questione a boa vontade, esforço ou intenção.

“Eu sei quando o vir,” não é uma coisa profissional para se dizer. Descrever e discutir em abstrato é o que fazemos.

Grandes projetos não são nem de perto tão importantes como compromissos assustadores.

Se aquilo em que está a trabalhar agora não importa para a missão, ajude alguém com o seu trabalho.

Cometa erros, corrija-os e partilhe a aprendizagem.

Software público, confiável e barato pode ser aborrecido, mas é geralmente melhor. Porque é barato e confiável.

A hierarquia de ontem não é nem de perto tão importante como a estrutura do projeto de hoje.

Trave as coisas que devem ser bloqueadas, deixe solta a implementação até descobrir como pode ser feita.

Nós fazemos, principalmente, coisas que não foram feitas antes, por isso não se surpreenda quando estiver surpreendido.

Cuide mais. Se uma pessoa de fora pode fazê-lo mais rápido e mais barato do que nós podemos, não hesite.

Fale com todos como se fossem o seu chefe, o seu cliente, o fundador, o seu empregado. É o mesmo.

Funciona porque é pessoal.

 

Seth Godin (adaptação)

O corpo – potencial para a transformação!

Quem me conhece, sabe que normalmente não faço algo apenas porque é moda. Mas confesso: aderi à “moda” da corrida! E tem sido uma descoberta a sensação de liberdade, equilíbrio e bem-estar que sinto depois de uma pequena corrida junto ao mar. Diria mesmo, energizante, revigorante e libertadora! É fantástico o benefício que o meu corpo traz à minha mente! Não vou escrever sobre desporto e muito menos sobre as minhas curtas corridas. Ocorreu-me fazê-lo apenas pela sua evidência prática já largamente revelada em inúmeros estudos que relacionam positivamente a atividade física com o estímulo intelectual e com o bem estar geral. E pela ancoragem que faço a esse bem estar, que me estimula a sair do conforto, a usufruir da natureza ou do ginásio e a fazer uma corrida de poucos kms.

Esta consciência do poder da corporalidade e daquilo que o corpo revela, é algo que me tem levado a observar, estudar e a incorporar em coaching algumas práticas com resultados muito interessantes.

Os pensamentos estão, na sua maioria, carregados de emoções. As emoções refletem-se no corpo. As sensações corporais, por sua vez, desencadeiam pensamentos. Esta interação do racional, emocional e corporal é constante. Mesmo que em alguma situação se opte pela expressão de “poker face”, esta é reveladora de pensamentos e emoções.

Se considerarmos que a comunicação não verbal inclui postura corporal, gestos, micro expressões e mesmo o tom de voz utilizado, significa que cerca de 93% da nossa comunicação é não verbal, reservando apenas 7% para a comunicação verbal, as palavras! Ou seja, revelamos muito mais pelo que não verbalizamos do que pelo que dizemos. Imagine se o fizer de forma consciente! As emoções, a linguagem verbal e a corporalidade interagem naturalmente de forma congruente. Quando não há coerência, nota-se. Quantas vezes lhe aconteceu perceber que alguém está a mentir, mas não sabe dizer porquê? Muito provavelmente é porque leu no outro a falta de coerência entre o que ele verbalizou e o que o seu corpo transmitiu. Da mesma forma, os outros percebem a nossa congruência – ou falta dela – na comunicação. Não pretendo explorar o que significa cada expressão corporal, seja macro ou micro, mas faço um convite: imagine que consegue sair do seu corpo neste preciso momento; observe-o; o que vê? Está tenso? Curvado? Tem uma postura aberta, com os ombros para trás? Esboça um sorriso? Mudou de posição quando começou a observar-se? Que emoções lhe transmite? Que consciência tem de si neste preciso momento? Esta capacidade de estar no aqui e agora, de nos observarmos e sentirmos, permite-nos comunicar de forma consciente com os outros. Identificar de que forma cada emoção se manifesta no corpo, permite-nos ter consciência da forma como estamos a comunicar com os outros e abre-nos possibilidades não só para gerir a emoção, como também de reforçar ou alterar o impacto que queremos ter. Mas o inverso também é verdade. A linguagem corporal pode comandar a mente e mudar a forma como pensamos, sentimos e como os outros nos vèem.

Amy Cuddy, cientista social em Harvard, estudou a forma como as pessoas “poderosas” e dominantes se diferenciam das não poderosas. Socialmente, as pessoas poderosas – aquelas que vulgarmente dizemos que têm perfil de líder – são mais confiantes, assertivas, otimistas e correm mais riscos que as não poderosas. A sua expressão corporal traduz-se em posições de poder. A nível hormonal também existem diferenças, nomeadamente no nível de testosterona – hormona da dominância –, mais elevada nas pessoas “poderosas” e do cortisol – hormona do stress. Num dos estudos realizados, pediu-se a várias pessoas que imaginassem e fingissem que se sentiam poderosas, confiantes, em dominância e que durante dois minutos adotassem posturas poderosas à sua escolha, em conformidade com esses sentimentos (exemplo: pose “superhomem” com as pernas abertas e as mãos na cintura, ou braços abertos, peito estendido e cabeça levantada, ou outra posição de dominância); antes e depois desses 2 minutos, foram medidos os níveis de testosterona e cortisol e os resultados indicaram que os níveis de testosterona aumentaram em média 20% e que os níveis de cortisol diminuíram em média 25%. Significa que sim, a linguagem corporal de facto influencia a forma como pensamos e sentimos.

Se investirmos dois minutos a mudar a forma como nos sentimos, praticando posturas poderosas antes de nos subtermos a situações que podem ser stressantes – como algumas reuniões de trabalho, por exemplo – , conseguimos alterar o nosso comportamento. E se praticarmos de tal maneira estas posturas, por forma a não só sermos capazes de as executar durante dois minutos, mas também de as interiorizarmos e de mudarmos a nossa forma de estar? E se fingirmos até conseguirmos e o fizermos até interiorizarmos e levarmos à mudança? E se treinarmos posturas de poder dois minutos antes de cada situação stressante de tal modo a que as interiorizamos completamente e passam a fazer parte do que somos?

Acredito e sinto estes resultados em mim. Na realidade, também eu estou convencida que o nosso corpo muda a nossa mente, a mente muda o nosso comportamento e o comportamento pode mudar os nossos resultados! E a autenticidade não é colocada em questão.

Considero a corporalidade, em toda a dimensão da sua expressão, uma excelente ferramenta de coaching que utilizo cada vez mais e de diferentes formas. Escutar a corporalidade do coachee (cliente de coaching), permite-me fazer perguntas para além daquilo que ouço com os ouvidos e desafiá-lo a um nível mais profundo. Enquanto coach, consciente da minha corporalidade ,mais do que espelhar o comportamento do cliente, usufruimos ambos do silêncio enquanto coloco questões poderosas com a expressão corporal, às quais o cliente, muitas vezes sem se aperceber, vai respondendo e descobrindo o seu caminho.

A tradução de emoções e estados emocionais positivos em movimentos significativos para o coachee, funcionam muito bem como ancoragem mas também como expressões corporais que pode treinar e incorporar até se transformar. Lembro-me da primeira vez que decidi convidar um coachee a levantar-se da sua cadeira e traduzir essa emoção que queria para si em movimentos utilizando toda a sua expressão corporal e que o acompanhei nesse movimento. Ocupámos uma sala inteira. A energia transbordou. O coachee experimentou o momento AHA da sessão. Tudo mudou!

Se o coaching pretende como resultado a transformação e se a nossa corporalidade através das suas várias expressões tem o poder de influenciar a mente, provocar novos comportamentos, estimular a aprendizagem e conduzir à mudança, então o potencial de desenvolvimento e as possibilidades de crescimento são imensas! É fascinante a forma como o nosso corpo revela a nossa autenticidade e a capacidade para transformar!

Por: Paula Resende – WIF Partners

Mostre aos seus colaboradores o seu apreço, sem gastar dinheiro

No domínio da gestão de Recursos Humanos, a recompensa dos colaboradores é matéria séria. Da sua correta e justa adequação, está dependente a própria motivação dos trabalhadores. Colaboradores bem recompensados são elementos motivados e felizes e isso reflete-se no seu empenho e dedicação e, bem assim, na sua performance e no sucesso da empresa. Os fatores de recompensa são inúmeros e assumem diferentes contornos. Boa notícia, é que não só o dinheiro conta.

Em análise, a solução que a empreendedora Nikki Novo encontrou quando esta questão lhe surgiu. “Eu queria ter a certeza que estava a fazer tudo ao meu alcance para motivar e demonstrar o meu reconhecimento e apreço. Mas como?”

Um testemunho na primeira pessoa:

“Ouvi dizer que o dinheiro fala, mas aparentemente não fala com todos. De acordo com uma pesquisa no local de trabalho, conduzida pela Harvard Business School, a ligação entre salário e satisfação no trabalho é “muito fraca”. Na verdade, os trabalhadores que valorizam recompensas intrínsecas, como a apreciação geral e realização, sobre as recompensas extrínsecas, como o dinheiro, são significativamente mais envolvidos e motivados.

Como chefe, é do seu maior interesse fomentar essas recompensas intrínsecas – muitas das quais não vêm com uma etiqueta de preço (win-win). Esta é uma boa notícia para aqueles de nós que estão no início dos seus negócios e dispõem de orçamentos limitados.

Com este propósito em mente, experimentei algumas técnicas na minha empresa. Aqui está o que funcionou para mim.

  1. Encontre e nutra os seus “Porquês”

Quando entendemos porque os nossos funcionários querem trabalhar para a nossa empresa, podemos proporcionar-lhes mais experiências para promover a sua paixão. Por exemplo, a minha diretora criativa adora trabalhar para a minha marca porque acredita na mensagem por trás do que fazemos. Ela sente que é importante. Sabendo disso, eu convidei-a para extravasar a direção criativa e ter voz ativa no conceito e na forma como servimos os nossos clientes.

Para encontrar esses “porquês”, considere fazer perguntas que abordam uma motivação mais ampla, durante a reunião de ciclo  com o empregado ou num inquérito no escritório. Se passar o tempo normal one-on-one com os seus funcionários, provavelmente pode descobrir o que os faz brilhar, apenas observando as suas reações. Se detetar uma emoção extra em torno da atribuição de uma tarefa, pergunte-lhes porquê, por exemplo.

Além da atribuição de projetos especiais que falem às motivações individuais dos seus funcionários, pode incentivar aqueles que são apaixonados pelo seu negócio, convidando-os para eventos de networking ou deixando-os assistir a reuniões onde podem aprender.

  1. Oferecer flexibilidade e Compreensão.

Reconheça que seus funcionários têm uma vida fora do trabalho, oferecendo horários flexíveis, dias de trabalho a partir de casa, ou mesmo apenas um aceno de compreensão quando alguma criança precisa inesperadamente de ser recolhido na escola!

Se está preocupado com o facto do horário flexível pode ficar fora do seu controlo, dê aos seus empregados um número específico de dias em que podem trabalhar a partir de casa ou ter horários flexíveis, e crie um sistema simples para seguir, como um calendário Google.

Você também pode tentar concentrar-se exclusivamente sobre os resultados: no negócio do meu marido, têm listas de tarefas partilhadas para os empregados. Enquanto essas tarefas estão sendo cumpridas, ele não se importa se os funcionários estão no escritório ou em Paris. Desta forma, eles gerem os seus próprios horários e podem cumprir os prazos da maneira que funcionar melhor para eles.”

 

em: adaptado de www.dailyworth.com